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Ruptura do Visível

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about

O novo disco do Institution, o segundo da carreira do grupo formado em 2013, chega em 2020 decidido a discutir o desenvolvimento de uma consciência crítica e o rompimento das práticas sociais opressoras. Segundo o vocalista Hélio Siqueira, o álbum aborda o que na prática seria a identificação de uma posição social e de tudo o que está atrelado a ela. “Apenas quando somos capazes de compreender a nossa classe social é que entendemos o que se passa ao nosso redor para, então, buscarmos práticas para amenizar tais problemas. Uma pessoa que mora em uma área periférica não tem os mesmos privilégios que outra que mora em uma área central ou de alta renda. E o que isso impacta na vida das pessoas? Por que o sistema educacional ou de saúde é diferente entre regiões? Por que não há práticas ou espaços culturais em áreas de baixa renda? São perguntas como estas que nos fazem compreender as vicissitudes diárias que vivemos”, explica.

“Ruptura do Visível”, lançado pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB) em CD e LP com arte de Gustavo Magalhães do Estúdio Miopia, conta com nove faixas e produção de Rodolfo Duarte e Muriel Curi. O álbum foi mixado por Fernando Sanches e masterizado pelo americano Brad Boatright, que já trabalhou com nomes como Nails, Poison Idea, Harm’s Way e Full Of Hell.

Totalmente composto em português, diferente do primeiro disco da banda em que as letras eram todas em inglês, “Ruptura do Visível” tem dado orgulho ao Institution. “Para nós este é o nosso melhor trabalho”, revela o vocalista. “Dedicamos um bom tempo na composição deste disco para que ele ficasse o mais próximo do que tínhamos em mente”, completa.

credits

released March 13, 2020

Todas as músicas e letras por Institution.
Produzido e gravado por Rodolfo Duarte e
Muriel Curi no Dissenso Studio.
Mixado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha.
Masterizado por Brad Boatright no Audiosiege Mastering Studio.
Projeto gráfico por Miopia.

license

all rights reserved

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about

Institution São Paulo, Brazil

Seja na atitude ou na sonoridade, no Institution o hardcore e o metal sempre caminharam lado a lado. A banda, formada no final de 2013, lançou o EP "Uncritical Receiver", o álbum de estreia "Desolation Times” e o EP “Fragmentos Subversivos”, com duas músicas cantadas em português. A mudança na língua foi decisiva e agora a banda se prepara para lançar o segundo álbum, "Ruptura do Visível". ... more

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Track Name: Memória Falha
O que nos torna real?
Gerações subservientes.
Sufocados pelas próprias mãos.
Vivemos na lacuna entre o que somos e o que acreditamos ser.
Não haverá futuro até que cada bandeira queime em seu mastro.
Não haverá futuro enquanto nos dissiparmos nas lutas que entregamos.
Foste sempre pouco ao fracionar, sem questionar.
Foste sempre pouco ao se deixar viver sem se afirmar.
Track Name: A Queda
A cólera acentua a barbárie e fomenta o ciclo por meio da exasperação da violência como
antídoto à violência.
Instrumentalizado, o ódio é disseminado e se naturaliza por mentiras constantes que se tornam
verdades reinantes no dia a dia.
Na sombra do opressor vivemos e lutamos contra nossos iguais.
Track Name: Efetividade Árida
Ceifados. Corpos no solo o alimentam.
Desastre em curso: um futuro estéril.
Não vamos esquecer. Sonhos foram enterrados ante minério e lama por omissão.
Sejamos...
Sejamos mais!
Sejamos mais que dor!
Quantas vidas já não foram sentenciadas?
Quantas vidas mais serão silenciadas?
Somos os condenados desta terra.
Há urgência na vivência que se esvai com a natureza no incurso do amanhã.
Track Name: Insurgência
Eles negaram a nós a democracia que a terra traz, que dela se faz. Remanescemos!
E quando a noite cai com ela se vão os corpos de trabalhadores a demarcarem o solo.
Sejamos o coração da resistência!
Neste país, punidos são aqueles que lutam por seus direitos, por igualdade.
Da penúria ao levante!
Nós somos os renegados. Marginalizados.
Somos os descendentes de uma exploração escravista e oligárquica.
Somos filhos do Sol sob entraves históricos, onde o sonho se faz pelas mãos e sem permissão.
Quantos de nós já não foram silenciados por omissão do Estado por anos e anos?
Insurreição!
Track Name: Frêmito
Viver é resistir.
Estás a sentir? O sangue a correr, o sangue a fluir?
Estás a sentir o sangue a sair da carne que rasga de um confronto sem fim?
Um mundo a criar, sem jugo ou coerção.
Destruir o ciclo que te subjuga, que te sufoca em incontáveis ilusões.
Sem submissão. Subsistir.
Emergir de tudo o que nos foi proibido sentir; de esperanças reprimidas de um amanhã que nos
foi sempre negado; de vivências fragmentadas pelas derrotas diárias; de um mundo que já não
podemos mais suportar: esta é a nossa sentença.
Até onde você vai?
Até quando você vai mentir para si assim?
Viver ou sobreviver?
O que é liberdade para você?
Track Name: Vidas Plásticas
Quanto de nós se esvai na produção de um discurso eficaz, predatório e absoluto de um
espetáculo do consumo?
Estamos subordinados a um ciclo determinado e unificado por um mercado que cria imagens
insidiosas do que você precisa ter, de quem você precisa ser.
As nossas vidas são mediadas por aparelhos de comunicação em massa. A imagem triunfa
sobre o discurso, ela media as relações sociais e transforma tudo que é vívido em
representação.
Tudo não passa de uma ilusão perfeita sob signos e fontes de consumo.
O momento presente é o de negação.
Refugiados em mentiras que lhes convêm.
Eles definem você, definem quem precisa ser.
Afinal, quem é você?
Track Name: Cidade Informal
Na negação estamos condicionados, perdidos por entre espaços formais de poder.
Terras tomadas de assalto, privatizadas, não cumprem sua função social.
Rebento de um descaso estatal.
Findados no esquecimento, residem no medo.
Cidade para quem? Vivemos aquém de habitações precárias. O capital nos separa.
Vivemos na contingência, na disparidade real e imperativa.
Vivemos na desigualdade, sem recognição de que somos parte integrante do todo.
Track Name: Metástase
Estamos a celebrar um progresso provinciano, calcado em uma sociedade doente que não se
reconhece mais.
Se subjugue mais uma vez.
A mentira como estratégia fomenta a práxis do opressor.
O que sobra de nós diante do medo?
Se subjugue mais uma vez. Não foi o que sempre quis?
No embate iminente, a pergunta presente é "qual o preço a pagarmos por essa ilusão?".
O momento prescreve uma reação: não mais pensar.
O que nos torna real?

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